terça-feira, 1 de maio de 2012

.: Meu 2O1O :.

Depois de tudo que passei na minha vidinha escolar, tive um ano de paz. Pude finalmente colocar a cabeça no lugar. Foi em 2O1O que comecei a fazer aulas de musica. Comecei a aprender Piano e Teoria Musical. Isso me ajudou muito a vencer alguns medos, e começar a reagir. (Dica pra quem tem passado pelo que eu passei: Comece a estudar musica. Pode ser que te ajude muito).
Foi em 2O1O tambem que comecei a ficar mais tempo na internet. Conheci muita gente legal. Algumas dessas pessoas legais eram tão legais, que simplesmente sumiram. Vá entender. No final de 2O1O, e começo de 2O11, conheci duas pessoas que viriam a se tornar minha segunda familia, e que são hoje, meus melhores amigos. Vou chamá-los de M. e R.

Falarei disso no proximo post, porque tô cansado de escrever. Já resumi minha vida quase toda, e fui lembrando de coisas que eu gostaria de ter esquecido, e de pessoas que eu gostaria de não ter conhecido, mas tudo bem.


Até a proxima.

.: Adolescencia :.

Mas, como tudo que é bom dura pouco, me trocaram de colégio de novo. Dessa vez, fui pra um colégio publico.

Aqui, começaria o primeiro ano do ensino médio... o pior ano da minha vida.
Nunca, (eu repito: NUNCA) achei que eu pudesse ser tão infeliz quanto fui nesse ano. É meu famoso 2007. Fui tão humilhado nesse colégio, tão zuado, que, passei alguns meses chorando antes de dormir, porque eu não aguentava a idéia de que teria que ir pra aula no dia seguinte. Eu falava pros meus pais disso, mas eles diziam que eu tinha que mostrar que sou homem, e que isso era frescura de minha parte.
Nessa época, minha auto-estima acabou. Minha voz acabou (e tô falando muito sério. Até hoje falo baixo e pra dentro, por causa das coisas que aconteceram nesse ano). Foi 2007 inteiro assim: Eu, sozinho, sentado no fundo, no canto, aguentando piadas, e pressão psicológica de todos os tipos. Foi como cortar as penas das asas de uma ave, e colocá-la em uma gaiola, no chão, em uma sala cheia de felinos.
Foi aí que conheci o Evanescence. As letras das musicas diziam por mim. Era como se alguem me entendesse. Então, me aproveitei disso, pra começar a me passar por gótico. Foi a forma que encontrei de afastar as pessoas de mim, e funcionou de certa forma.

~Aqui vai um recado pra quem sofre bullying. Se eu tivesse alguem pra e dizer coisas como isso, naquela época, talvez eu fosse uma pessoa diferente hoje~


No ano seguinte, voltei pro colégio onde havia estudado até a oitava série. Nessa época, eu lutava contra mim mesmo, e contra as pessoas. Eu as evitava. A parte boa foi que reencontrei Êru, que não via desde a quinta série. Havia se tornado um cara muito bonito, e logo comecei a gostar dele. Ele soube, mas nem ligou. Nos tornamos grandes amigos de novo, na mesma época. Nessa época, as piadas voltaram, mas agora, não eram só comigo. Êru passou a aguentar as mesmas coisas que eu, só por andar comigo. Em algum momento aí, decidi dar um basta às piadinhas, dizendo a todos o que eu era, e  me impondo. Tá, funcionou e parte.
No terceiro ano, todos os meninos do ano anterior haviam sido reprovados, menos eu, Êru e um outro menino. Eramos 3 meninos e vinte e poucas meninas na sala. Foi um ano bastante confuso, porque, comecei a gostar de um outro guri que fazia curso de ingles comigo, e que tambem era meu 'amigo'. Mas assim que ele soube que eu gostava dele, ele saiu do curso e nunca mais nos falamos. Fiquei sem entender, mas tudo bem. E, no final do ano, gostei de outra menina. Ela se chamava H, e eu andava com ela. Mas ela nunca soube que eu gostava dela.

E assim, terminei meu terceiro ano.

.: Infancia [Parte 3] :.

O ano seguinte foi mais leve. Passei pra sexta série, no vespertino. Levei tapões de um colega, mas normal. Conheci gente nova, e até fiz amizade com um guri.

Na sétima série, chegou uma novata, que ia estudar na minha sala. Eu fiquei sem graça desde o primeiro dia dela no colégio. Se chamava D. Tinha cabelo curto, preto, pele clara, e era extremamente doce. Nos tornamos melhores amigos, ela, uma menina chamada K, e eu. Estavamos juntos pra tudo. Até que comecei a gostar dela depois de um tempo.
Não passou muito tempo e começaram a perceber, porque eu fazia tudo pra ela. Desde fazer trabalhos até dar meu lanche, e ainda levar tapas, como se eu fosse um travesseiro ou algo assim. Doía. Daí um belo dia alguem contou pra ela, e ela riu tanto, que mais uma vez pensei "deve ser errado gostar das pessoas".

Tive meus sentimentos reprimidos mais uma vez.


Estudamos juntos na oitava série tambem, mas não éramos mais amigos. Na oitava série, conheci um guri chamado S. Éramos a grande piada do colégio. Nesse ano, uma menina que estava na quinta série, chamada M, disse que gostava de mim. Eu não gostava dela. Nessa época, eu já sonhava com meus amigos. Sim, meninos. Então, não pude retribuir os sentimentos dela, sem contar que minha mãe dizia que eu não podia mesmo. Então, era mesmo como se fosse errado. Mas enfim. 2006 foi quando comecei a me conhecer e a me soltar.
S. era um menino diferente dos outros. Era muito feminino e sensivel, o que me lembrava eu mesmo. Por isso nos zuavam, mas eu passei a não ligar pra esse tipo de zuação.

Foi um ano bem legal...

.: Infancia [Parte 2] :.

Continuando o post anterior...

Algum tempo depois, comecei a quinta série, em outro colégio. E é aqui que as coisas ficam estranhas pra mim.
Primeiro dia de aula: sala cheia. mais de quarenta alunos, em uma sala onde deveriam estar uns vinte. Era um colégio grande e cheio, e por isso, havia muito barulho. (Depois de passar parte da sua infancia morando em uma chácara, barulho demais te parece estranho, mas enfim).

Logo de cara, fiz amizade com um menino que vou chamar de Êru. Nós dois estavamos vindo de colégios diferentes daquele. Foi meio chocante, pros dois, mas como o blog é sobre mim, vou evitar falar das impressões de outras pessoas... O fato é que, hoje, dez anos depois disso, Êru ainda é um grande amigo. Ainda nos vemos com frequencia, e a amizade nunca mudou (se bem que ultimamente ele tem me procurado mais por favores do que por qualquer outra coisa, mas, me trata como sempre tratou, mas voltando ao assunto...
2003 começava a mudar minha vida. Naquela época, eu assistia desenhos que falavam muito de valores, como amizade, respeito, igualdade. Como Pokemon, e O Pequeno Urso.



Enfim, eu tambem gostava muito de alguns filmes da Disney, como O Rei Leão, Branca de Neve, Toy Story... E isso na quinta série, em um colégio como aquele, não era bem visto.

Uma das primeiras atividades que fizemos, pedia pra que respondessemos algumas perguntas, que a professora inventou na hora. Coisas como prato preferido, musica, filme, etc.
Meu sofrimento começou nessa atividade. Me lembro até hoje das minhas respostas para as seguintes perguntas:
Menina mais bonita da sala: Érica
Menino mais bonito da sala: Pedro
Filme Preferido: A Branca de Neve
Agora imaginem que, cada menino estava escrevendo o próprio nome. Fui o unico besta que escreveu o nome de outro guri.
Nesse ano, passei por coisas que nunca havia passado, como zuação coletiva, onde a turma quase inteira tirava tempo pra curtir comigo, ameaçar de morte ou de levar uma surra na saída, e coisas assim.

Nesse mesmo ano, começou a acontecer comigo uma das coisas que mais tarde eu passaria a odiar: Comcei a gostar de alguem. Era uma menina, e se chamava L. Ela era da sexta série, e era oriental. Eu a achava muito bonita, mas nunca cheguei a conversar com ela.
Uma vez, um colega de sala me segurou, na frente de todo mundo, e começou a gritar que eu queria 'ficar' com ela. (Eu não tinha nem idéia do que seria 'ficar' com alguem.) Mas tudo bem. Ela só fez uma cara de nojo e saiu.

Era a primeira vez que eu gostava de alguem, mas tive meus sentimentos expostos e reprimidos, mas eu estava bem por enquanto.

.: Infancia [Parte 1] :.

Nesse post, vou começar a contar minha historia pra voces.
Filho de um policial militar com uma garota de programa, nasci dia 28 de Julho de 1992. Minha avó cuidou de mim até os dois anos de idade, e então morreu. Como meus pais não eram casados, nem poderiam estar juntos, me disponibilizaram pra adoção (minha história de rejeição começa aqui. Imagina, uma criança feia, doente, com deficiencias fisicas...) Mas em menos de seis meses, encontraram, através de conhecidos, uma mulher que me quis (essa mulher se tornou minha verdadeira mãe). A princípio, o marido dela (que hoje é meu pai) não gostou da idéia de adotar uma criança (provavelmente por ele ser racista e eu ser moreno [sério, ele é racista]), mas no fim, acabou aceitando, e gostando de mim (e sei que  no fundo eles me amam, mesmo não demonstrando, e sendo injustos comigo na maior parte do tempo).

Quando fui morar com eles, eu estava doente. Minha mãe biológica havia passado a noite na farra, e me levado. Alguns meses, fiz uma cirurgia pra consertar o pé direito, que era virado pra baixo. Os médicos mexeram mas não conseguiram ligar todos os nervos, e por isso, minha perna direita, do joelho pra baixo, não se desenvolveu como a perna esquerda. Ela é mais fina, e o pé é meio atrofiado, mas quem liga né? Passei algum tempo com ferros atravessados na perna, mas depois tirei, e ficou tudo bem. Passei algum tempo sem poder andar descalço, e levando choque quando encostavam no meu pé.

Mas enfim. Por volta dos dois anos e meio, comecei a ir pra escola, no maternal. O Bullying começou nessa época, rs. Tinha um menino que me batia, mas é "coisa de criança". Depois, fiz Jardim I e II, ainda na capital, e depois nos mudamos pra uma região de chácaras, de uma cidade aqui perto. Nessa época, meu pai me levava e buscava na escola, nessa tal cidade próxima. Aqui eu já não sofria bullying por parte dos colegas, e sim da professora. Me lembro que uma vez ela gritou TANTO comigo, por eu não saber escrever "8". Eu fazia dois circulos, um em cima do outro, e eles se ecostavam, então, no fim das contas era um oito do mesmo jeito. Sem contar que foi meu pai quem me ensinou isso, porque eu não sabia fazer do jeito normal. Essa professora às vezes segurava meu braço e apertava, outras vezes me dava safonões, e apertava meu rosto. Isso quando ela não proibia de ir ao banheiro e me fazia segurar as necessidades até eu não aguentar, e fazer na roupa, virando motivo de piadas dos coleguinhas. Era uma mulher extremamente agressiva. E eu não dava motivos. Sério. Minhas notas eram ótimas.

Não moramos nem dois anos nesse lugar, e voltamos pra capital. Daí, estudei até a quarta série em um colégio evangélico, onde a professora tambem me injustiçava. Nessa época, tive um colega que tambem me batia. Ceguei a desmaiar na aula uma vez. O que a professora fez? Nada. Uma vez, por distração, mordi um pedacinho da borracha de um colega. O que a professora fez? Foi até a secretaria, e solicitou a presença dos meus pais no colégio no dia seguinte.
 
Apesar dessas coisas, eu ainda estava bem, e era uma criança normal. Brincava em casa, e pouquissimas vezes, na calçada, com coleguinhas da vizinhança. Mas meus problemas estavam prestes a começar.

Ok, chega. No próximo post, mais um pouco do resumão da minha infancia.

.: Apresentação :.

Bom, é a segunda vez que crio um blog. Acabei abandonando o outro porque, digamos que eu o usei em um mau momento, e que, voltar lá não me traz boas lembranças. Mas voltarei, pra excluir todas as postagens e talvez começar a usá-lo pra algo útil mas enfim, já até perdi o foco dessa postagem, então, vamos ao que importa:

Meu nome é César, César Azevedo. Tenho 19 anos, e estudo na Universidade Federal de Goiás. Sou otaku, e passo mais tempo pensando em animes do que em mim mesmo ou nos meus problemas (logo mais farei um post falando disso [não que eu ache que alguem vá ler algo nesse blog, porque, nem divulgado ele será, então...] enfim)

Criei esse blog pra desabafar, ou seja, dizer coisas que não tenho coragem de dizer, e então já sabem o que isso significa: Sim, muito drama e mimimi, mas preciso mesmo fazer isso.
Meus (pouquíssimos) amigos provavelmente não vão querer ouvir essas coisas (poquíssmos mesmo... Acho que não tenho nem 5.)

Vou escrever aqui minha história (de forma resumida, porque ninguem quer saber o que comi desde que nasci até hoje), mas só no próximo post.
Voltando a 'eu': Gosto de ajudar as pessoas, mesmo que não mereçam ou não queiram. Isso me faz esquecer os meus problemas, já que geralmente não tenho quem me ajude. Na verdade, eu deixei de olhar pros meus problemas. Apenas ignoro. Não acho que valha a pena lutar por mim mesmo, sabe... fazer as coisas só pra mim. Não tenho auto-estima. Morreria por um amigo, e acho que isso vai acabar acontecendo, já que eu tomo os problemas dos outros pra mim, assumindo certos riscos que os outros não assumiriam por mim, mas falarei disso depois.

Deixo voces com minha musica preferida, e me despeço.

Até a próxima postagem ^^