Nesse post, vou começar a contar minha historia pra voces.
Filho de um policial militar com uma garota de programa, nasci dia 28 de Julho de 1992. Minha avó cuidou de mim até os dois anos de idade, e então morreu. Como meus pais não eram casados, nem poderiam estar juntos, me disponibilizaram pra adoção (minha história de rejeição começa aqui. Imagina, uma criança feia, doente, com deficiencias fisicas...) Mas em menos de seis meses, encontraram, através de conhecidos, uma mulher que me quis (essa mulher se tornou minha verdadeira mãe). A princípio, o marido dela (que hoje é meu pai) não gostou da idéia de adotar uma criança (provavelmente por ele ser racista e eu ser moreno [sério, ele é racista]), mas no fim, acabou aceitando, e gostando de mim (e sei que no fundo eles me amam, mesmo não demonstrando, e sendo injustos comigo na maior parte do tempo).
Filho de um policial militar com uma garota de programa, nasci dia 28 de Julho de 1992. Minha avó cuidou de mim até os dois anos de idade, e então morreu. Como meus pais não eram casados, nem poderiam estar juntos, me disponibilizaram pra adoção (minha história de rejeição começa aqui. Imagina, uma criança feia, doente, com deficiencias fisicas...) Mas em menos de seis meses, encontraram, através de conhecidos, uma mulher que me quis (essa mulher se tornou minha verdadeira mãe). A princípio, o marido dela (que hoje é meu pai) não gostou da idéia de adotar uma criança (provavelmente por ele ser racista e eu ser moreno [sério, ele é racista]), mas no fim, acabou aceitando, e gostando de mim (e sei que no fundo eles me amam, mesmo não demonstrando, e sendo injustos comigo na maior parte do tempo).
Quando fui morar com eles, eu estava doente. Minha mãe biológica havia passado a noite na farra, e me levado. Alguns meses, fiz uma cirurgia pra consertar o pé direito, que era virado pra baixo. Os médicos mexeram mas não conseguiram ligar todos os nervos, e por isso, minha perna direita, do joelho pra baixo, não se desenvolveu como a perna esquerda. Ela é mais fina, e o pé é meio atrofiado, mas quem liga né? Passei algum tempo com ferros atravessados na perna, mas depois tirei, e ficou tudo bem. Passei algum tempo sem poder andar descalço, e levando choque quando encostavam no meu pé.
Mas enfim. Por volta dos dois anos e meio, comecei a ir pra escola, no maternal. O Bullying começou nessa época, rs. Tinha um menino que me batia, mas é "coisa de criança". Depois, fiz Jardim I e II, ainda na capital, e depois nos mudamos pra uma região de chácaras, de uma cidade aqui perto. Nessa época, meu pai me levava e buscava na escola, nessa tal cidade próxima. Aqui eu já não sofria bullying por parte dos colegas, e sim da professora. Me lembro que uma vez ela gritou TANTO comigo, por eu não saber escrever "8". Eu fazia dois circulos, um em cima do outro, e eles se ecostavam, então, no fim das contas era um oito do mesmo jeito. Sem contar que foi meu pai quem me ensinou isso, porque eu não sabia fazer do jeito normal. Essa professora às vezes segurava meu braço e apertava, outras vezes me dava safonões, e apertava meu rosto. Isso quando ela não proibia de ir ao banheiro e me fazia segurar as necessidades até eu não aguentar, e fazer na roupa, virando motivo de piadas dos coleguinhas. Era uma mulher extremamente agressiva. E eu não dava motivos. Sério. Minhas notas eram ótimas.
Não moramos nem dois anos nesse lugar, e voltamos pra capital. Daí, estudei até a quarta série em um colégio evangélico, onde a professora tambem me injustiçava. Nessa época, tive um colega que tambem me batia. Ceguei a desmaiar na aula uma vez. O que a professora fez? Nada. Uma vez, por distração, mordi um pedacinho da borracha de um colega. O que a professora fez? Foi até a secretaria, e solicitou a presença dos meus pais no colégio no dia seguinte.
Apesar dessas coisas, eu ainda estava bem, e era uma criança normal. Brincava em casa, e pouquissimas vezes, na calçada, com coleguinhas da vizinhança. Mas meus problemas estavam prestes a começar.
Ok, chega. No próximo post, mais um pouco do resumão da minha infancia.


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